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Fertilizantes no Brasil correm risco de escassez?

24 de abril de 2026
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Assim como ocorreu com a gasolina, o prolongamento do conflito no Oriente Médio já impacta os fertilizantes no Brasil, um insumo essencial para o agronegócio. Além disso, o cenário global pressiona diretamente esse mercado, que depende de cadeias internacionais para manter o abastecimento. 


Ao mesmo tempo, o Brasil se destaca como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo e, consequentemente, figura entre os maiores consumidores de fertilizantes, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome.


Por isso, essa dependência torna a agricultura mais vulnerável a movimentos globais, como restrições temporárias de oferta e incertezas geopolíticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Como resultado, esse cenário pode levar tanto ao aumento dos preços quanto à redução da disponibilidade de insumos, gerando impactos diretos dentro da porteira. 


Pressão nos preços dos fertilizantes no Brasil

Hoje, o comportamento dos preços dessas commodities está diretamente ligado à evolução do conflito. Em outras palavras, quanto mais tempo o Estreito de Ormuz segue bloqueado, maior tende a ser a pressão sobre os preços dos fertilizantes.


Nesse cenário, o risco de falta de produtos ganha força, principalmente porque o transporte desses insumos a partir do Oriente Médio exige tempo, o que dificulta uma reposição rápida. Ainda assim, mesmo que ocorra uma reabertura total da rota, os preços não devem cair de forma imediata. Pelo contrário, o mercado pode levar meses até absorver esse movimento e voltar a um patamar considerado normal.


Como a dependência externa afeta o agro brasileiro

De acordo com a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, o potássio lidera o uso de nutrientes no agro brasileiro, com participação de 38%. Em seguida, aparecem o cálcio, com 33%, e o nitrogênio, com 29%. Além disso, a soja, principal cultura agrícola do país, concentra mais de 40% do total de fertilizantes aplicados, o que reforça a relevância desses insumos para a produtividade nacional.


Ao mesmo tempo, o nitrogênio está entre os mais impactados pelo conflito no Oriente Médio. Desde o início da guerra, os preços da ureia subiram entre 50% e 70%, o que evidencia tanto a pressão já existente nesse mercado quanto o efeito adicional gerado pelo prolongamento do conflito. Isso acontece porque a produção de nitrogênio se concentra em regiões com acesso a combustível mais barato. Como o Oriente Médio possui alguns dos menores custos de gasolina, a região se destaca na produção desse nutriente.


Por outro lado, o potássio ainda não sofreu impactos diretos do conflito até o momento. Embora parte da produção esteja em países como Israel e Jordânia, a maior oferta vem do Mar Vermelho, que não enfrentou restrições até agora. Além disso, a disponibilidade na América do Norte segue elevada, o que ajuda a conter aumentos mais expressivos no curto prazo.


Demanda deve perder força 

Segundo dados da ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos), as entregas de fertilizantes no Brasil atingiram 49,1 milhões de toneladas em 2025, indicando um ritmo mais aquecido do que o previsto.


Porém, olhando para a próxima safra, o cenário muda. A tendência é de desaceleração na demanda, impulsionada tanto pelos reflexos do conflito no Oriente Médio quanto pela situação financeira dos produtores brasileiros. Além disso, fatores como endividamento elevado, juros altos e crédito mais limitado reduzem a capacidade de compra. Isso significa um impacto diretamente no volume de insumos adquiridos. 


Se você quer entender como esse movimento pode afetar o agro e identificar oportunidades mesmo em cenários mais desafiadores, fale com a equipe da Polyface e avalie sua estratégia com mais clareza.

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